Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e executar o assassinato da produtora rural Raquel Cattani, estão sendo julgados hoje (22), na 3ª Vara de Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá), cidade onde o crime foi cometido. A sessão de julgamento teve início às 8h. Os criminosos podem pegar penas de até 30 e 38 anos de prisão, respectivamente, em regime fechado.
A vítima era filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e foi morta com 34 golpes de faca dentro da própria casa, em julho de 2024. Romero Xavier foi casado com Raquel por cerca de dez anos e não aceitava o fim do relacionamento. Ele planejou o assassinato da ex-mulher e ofereceu R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para matá-la. Com isso, Rodrigo entrou na casa da vítima, no Assentamento Pontal do Marape, na noite do dia 18, e aguardou a chegada dela. Raquel foi atacada com diversos golpes de faca e, em seguida, o assassino furtou diversos pertences e fugiu usando a motocicleta dela. O corpo foi encontrado no dia seguinte pelo pai de Raquel.
Pelos crimes, Romero foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada, promessa de recompensa e feminicídio, cuja pena pode chegar a até 30 anos de prisão.
Já Rodrigo foi denunciado pelos mesmos crimes, além de furto qualificado. A pena dele pode chegar a 38 anos de prisão.
A sessão de julgamento será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, que já definiu algumas regras para a participação do público e da imprensa. Entre as determinações está a limitação da capacidade do plenário a 60 pessoas, sendo 10 vagas reservadas à imprensa, que precisou fazer inscrição prévia.
Durante o julgamento, será proibida a produção de vídeos, áudios e transmissões em tempo real.
Conforme já informado pelo RepórterMT, o pai de Raquel, deputado estadual Gilberto Cattani, deve acompanhar o julgamento, e a mãe dela, Sandra Cattani, deve atuar como uma das testemunhas do caso.
À imprensa, o parlamentar declarou que acredita que os acusados serão condenados, uma vez que são réus confessos e há provas robustas contra eles, mas afirmou que a prisão é uma medida irrisória e que não existe um sentimento de justiça, já que a família nunca mais poderá contar com a presença de Raquel Cattani.
“Nós nunca mais vamos ver nossa menina, nem os filhos dela verão a mãe, mas eles (Romero e Rodrigo), sim. Não existe um sentimento de justiça, para mim não existe", declarou o deputado.
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